No final do século XIX, a região era conhecida por “Estácios”, devido a existência de um Porto Fluvial às margens direita do Rio Iguaçu, conhecido como Porto dos Estácios, Pois em 1871, instalou-se à margem esquerda do Rio Macacos, afluente do Rio Iguaçu, o cidadão Manoel Estácio de Paula , sendo o primeiro habitante da região. Mais tarde com a penetração e construção da Estrada de ferro, São Paulo/Rio Grande (SPRG) e posteriormente denominada Rede Viação Paraná Santa Catarina (RVPSC), construiu-se uma estação ferroviária, inaugurada em 26 de fevereiro de 1905, com o nome de Paula Freitas, em homenagem ao ilustre Engenheiro Civil, Dr. Antônio de Paula Freitas, especialista em estradas de ferro.
O processo de desenvolvimento colonizatório, não se deu somente por gaúchos e catarinenses, visto que a região recebeu um grande fluxo heterogêneo de pioneiros que a partir da década de 20, passaram a fixar-se na terra, construindo as primeiras glebas, as primeiras famílias e efetivamente um povoado. E, entre as primeiras famílias, cita-se: Estácios, Marés de Souza, Gasparin, Lara, Cordeiro, Marques, Afonso, Bueno, Schwartz, Gabardo, Hermann e outras tantas que transformaram a região em um dos baluartes civilizatórios do sertão Paranaense.
No início da povoação, dado a leva de imigrantes poloneses, fundou-se a Colônia de Carazinho, mais tarde “Distrito de Carazinho”.
No decorrer do tempo, dado a instalação de Engenhos para exploração de madeira (serrarias), construídas próximo ao Rio Iguaçu, no sentido de facilitar o transporte, através de embarcações fluviais, (pequenos vapores movidos a locomóveis) e mais tarde a estação ferroviária. A sede distrital passou a funcionar na Vila de Paula Freitas, em virtude dos acessos e meios de comunicações serem mais acessíveis a outras Comunidades.
Em janeiro de 1940, o povoado passou a categoria de Vila, sendo distrito de União da Vitória, Em 29 de novembro de 1963, foi criado o Município, sendo instalado em 08 de dezembro de 1964, conforme Lei Estadual n.º 4788.
4.1 – Localização: O Município localiza-se na região sul do Estado do Paraná, micro região do Iguaçu, jurisdicionado à Comarca de União da Vitória, com coordenadas de26º 26’ 15” da latitude sul e 51º 51’ 20” de longitude oeste de Greenwich em relação ao meridiano central e linha do Equador.
4.2 – Área – A área do Município eqüivale a 431,887 km/2, corresponde a 0,2 % da área do Estado.
4.3 – Limites: Limita-se ao norte, nordeste e leste com o Município de Paulo Frontin, sudeste, sul e sudoeste com o Estado de Santa Catarina, (mareado pelo Rio Iguaçu) e, oeste e noroeste com o Município de União da Vitória.
4.4 – Altitude: Sua altitude com referência ao nível do mar é de 754,856 metros;
4.5 – Rios: As principais bacias escoadoras são: Rios: Jararaca, das Antas, Carazinho, Vargem Grande, Rondinha, Macacos e Soldado. Todos afluentes do Rio Iguaçu na divisa com o Estado de Santa Catarina.
4.6 – Clima: O clima é subtropical úmido Mesotérmico, verões frescos a diferença entre a máxima e a mínima é de 7º a 18º C., invernos com ocorrências de geadas severas e freqüentes, temperatura média inferior a 18ºC. Não apresenta estação seca;
4.8 – Pluviosidade: média anual 198,66 mm
menor precipitação: 46 mm mês de ocorrência: março
maior precipitação: 438 mm mês de ocorrência: outubro
4.9– Fauna: Ainda se encontra veados, catetos, pacas, capivaras, quati, cotias, tamanduás, guarás, gambás, lebres, jaguatiricas, lontras, pacussus etc. e pássaros como: tucanos, jacu, periquitos, papagaios, sabiás, gralhas, urus, nambus, pombas rolas, e migratórias, canários, joão-de-barro, e outros. Entre os peixes, em todos os rios mencionados no item 4.7, encontra-se traíra, bagre, cará, lambari, carpas, bocudos e cascudos.
4.10 – Flora: No Município encontra-se ainda mata nativa como: araucária, cedro, imbuía, canela, timbó, sassafrás, sapopema, pessegueiro bravo e diversas outras árvores consideradas madeira branca, e como fonte comercial temos a erva-mate, abundante no Município. Matas naturais 11.150 ha
4.11 – Solo – O solo é 80% cambissolo e 20% composto de terra bruna, latosolo, litólico, podzólico e hidromórfico. (Pva 11 podzólico vermelho – amarelo álico Tb – formados da decomposição de Tilitos, varvitos, locssitos, formação palmeira, do grupo Tubarão e das camadas areno-argilosos. Ca 3 cambissolo Alico Tb – proeminente textura argiloso de relevo, suave ondulado, de vertente curta, substratos silticos, argilitos e folhetos. Ca 27 associação cambissolo álico Tb – a proeminente relevo ondulado substrato folhetos silticos + Rubrozem relevo suave ondulado ambos textura argiloso. Ca 34 associação cambissolo álico Tb – podzólico textura argilosa substrato folhetos silticos + solos litólicos álicos textura média substrato arenitos e siltitos ambos de relevo ondulado). Paula Freitas caracteriza-se por solo com ph reduzido ou seja, ácido, necessitando de aplicação corretiva em toda sua área, sendo que o mesmo ocorre no que diz respeito a presença de microelementos como fósforo havendo também a necessidade de correção. Extrai-se, pedra, argila e areia, este último das margens dos rios e também dos leitos, sobretudo do Rio Iguaçu.
4.12 – Relevo: Formado por Planalto e Planícies.
Planície: banhado a maior parte pelo Rio Iguaçu;
Planalto: parte mais alta do Município, norte, noroeste com a Serra da Esperança, passa nas localidades de Vargem Grande e Colônia Macacos.
de seus funcionários mantém instruções permanentes para uso, conservação e preservação do solo e meio ambiente.
Pessoas nascidas em Paula Freitas, e que se tornaram ilustres por cargos assumidos, destacam-se
De conformidade com a Lei Municipal n.º 122/72 de 04 de outubro de 1972, sancionada pelo então Prefeito, Sr. Zigmondo Wieszkow, foram criados e autorizados a confecção dos seguintes Símbolos Municipais:
O Hino Municipal foi instituído pela Lei n.º 122/72, regulamentado e criado pelo Decreto n.º 003/90 de 19 de fevereiro de 1990
A letra e música foi autoria de Sebastião Lima e José Carlos Pereira, gravado pela Banda da polícia Militar do Paraná.
LETRA:
Paula Freitas o valente pioneiro
Adentrou o agreste sertão
E com a fibra de heróico vanguardeiro
Fez surgir nova civilização
Lá do alto da Serra da Esperança
Anteviu um futuro sem par
E esta Terra de paz e bonança
É o meu berço que sempre hei de amar
(Estribilho)
O teu solo é um amplo altar
Onde a brava e boa gente
Todo dia vem rezar
Os rosários de semente
Pelas mãos a deslizar
São as preces do presente
Que o porvir vai germinar
Quanto amor na ideal trajetória
Da semente eclodindo feliz
Transformando o labor em vitória
Do teu filho que te ama e bendiz
O Iguaçu caudaloso a irrigar
As riquezas que brotam do chão
E São Carlos a abençoar
Paula Freitas do meu coração.
(Estribilho)
De acordo com o Art. 19º da Lei Municipal n.º 122/72, o Brasão de Armas de Paula Freitas, é de autoria do heraldista, Professor Arcinoé Antonio Peixoto de Faria da Enciclopédia Heráldica Municipalista. É descrito em termos próprios de heráldica da seguinte forma: Escudo samnítico encimado pela coroa mural de seis torres de argente e iluminada de goles, em campo de argente, posta em abismo, a panóplia constituída de dois pavilhões entrecruzados, o primeiro faixado de vermelho e branco, e o segundo de azul e vermelho, tendo este ao topo o símbolo de Unidade Federativa das Repúblicas Socialistas Soviéticas, encimadas de duas mãos virís de carnação que se apertam. Flanqueados a dextra e sinistra , dois arados manuais de sable. Ao termo, um aguado de bláu e ondado de argente. Como apoios de escudo, hastes de arroz e canas de milho ao natural, entrecruzadas em ponta, sobre as quais se sobrepõe um listel de góles, contendo em letras argentinas o topônimo identificados “Paula Freitas”, ladeados pelos milésimos “1927 a 1964”.
INTERPRETAÇÃO SIMBÓLICA
Quanto a reprodução de Brasões e/ou disponibilidades à Comendas e demais usos estão regulamentados pela Lei.